domingo, 8 de agosto de 2010

New Look Português e Inglês - O que vocês acham?

Resolvi tornar este blog realmente bilingüe, uma coisa que pensava fazer quando comecei a blogar, lá nos idos de 2008, mas, francamente, achava muito trabalho. Por que resolvi fazê-lo agora? Por causa da qualidade estonteante do Google Tradutor. Fiquei encabulado com o output dele. Só precisava dar alguns poucos toques na versão original, em português, e fiquei satisfeito. O Google Tradutor pode virar uma ferramenta poderosa para quem precisa lidar com um texto que parece difícil demais.

Este formato é bom porque atende um leque ampliado de leitores: os iniciantes ou até pre-iniciantes, os intermediários que realmente precisam do apoio de uma tradução para acelerar seu aprendizado do vocabulário de inglês, os avançados que podem ler o texto em inglês sem o quase sem esse apoio, e, evidente, pessoas do mundo todo que possam encontrar alguma coisa de útil nestas postagens.

Espero que o New Look do blog agrade e ajude a quem está empenhado em aprender a língua de Obama.

Audio, Video, Transcripts..... and Controversy (English version)

Here's a site that has downloadable video, audio to put on your phone, interviews and colloquial everyday language and in some cases even a translation into Portuguese (and several other languages too). But it is controversial to put it mildly and certainly unique. Unlike the Voice of America, Speak Up, CNN, and up to Democracy Now! this site is going to offend, turn off and exasperate some people. But those who like it really like it. The site is http://www.projectcamelot.org/, organized by the American filmmaker Kerry Cassidy and British business consultant Bill Ryan. I'm a died-in-the wool fan of Camelot, and I have to say that it has changed my world view in many respects. If you are interested, that interest will motivate you to try to understand everything, and as you know, motivation is just about everything in the area of language learning.

The purpose of Camelot is to make the public aware of confidential, above-top-secret information from people involved in secret government projects (usually American), so-called whistleblowers, UFOs, people who have had contact with aliens or have information about their activities and their involvement with us throughout our history, post-WW II Nazi involvement with the US government and the postwar world, the "secret government" behind the scenes and its plans for us, possible planetary changes, 2012, free energy, a cure for cancer and AIDS that actually works and that the pharmaceutical industry wants to suppress - either this stuff intrigues you or it doesn't. The list of topics is very, very long, but obviously some people are simply not going to be interested in all or most of them.

If you decide to venture into this fascinating world, a good place to start is "The Big Picture," a summary of the Camelot worldview: http://projectcamelot.org/lang/pt/the_big_picture.html . You can read the English original here: http://projectcamelot.org/big_picture.html . I recommend reading the original first in Lingro, then the Brazilian version if necessary, and finally the English transcript a second time to review the content and vocabulary.

Depending on your level of English, you may or may not want to refer to the Portuguese translation. If you think this would be useful, take a look at the list of translations into Portuguese here: http://projectcamelotportal.com/translations.html .
Here you can watch the video (or download the audio), read the transcript with or without English translation, and repeat the process a few times. At first, it might be easiest to limit yourself to five-to-ten minute excerpts until you get the hang of the process.

One of the best the few interviews translated into Portuguese is that of historian Richard Dolan, a rigorous researcher and the author of two books on the US government UFO coverup. You can read the translation here:
http://projectcamelot.org/lang/pt/richard_dolan_pt.html . The original transcript is here:
http://projectcamelot.org/lang/en/richard_dolan_awake_and_aware_en.html .
You can find links to the video, audio and transcript here: http://projectcamelot.org/los_angeles_19-20_september_2009.html # Richard_Dolan .

Some of my favorites are the interviews with Jim Humble, Bob Dean, Brian O'Leary and Wade Frazier, Peter Levenda, George Lo Buono, etc, etc.. Each visitor will have his or her preferences, but it takes a while to find your way around a site as large and rich as this. Not all videos have transcripts, but you can take a look at the transcript page to find those that do and then look for the original interviews on video.

Bon voyage!

Hear this post as a podcast:

Aúdio, Vídeo, Transcrições - E Muita Polêmica

Eis um site que tem vídeo para download, aúdio para colocar no seu celular, entrevistas e linguagem coloquial do dia-a-dia e em alguns casos até uma tradução para português (e várias outras línguas também). Mas é um site para além de polêmico e certamente único no mundo. Diferentemente da Voz da América, Speak Up, CNN, e até Democracy Now!, neste caso tem gente que não vai gostar. Mas quem gosta, ama. Trata-se de http://www.projectcamelot.org/, da cinegrafista americana Kerry Cassidy e o consultor de empresas britânico Bill Ryan. Sou fã de carteirinha do Camelot, e posso dizer que ele mudou minha visão do mundo em muitos aspectos. Se você se interessar, seu interesse vai te motivar a tentar entender tudo, e como sabemos, a motivação e quase tudo na área de aprendizado de línguas.

O propósito do Camelot é de levar ao conhecimento público informações de pessoas envolvidas em projetos secretos do governo (geralmente americano), os chamados whistleblowers, a casuística ufológica, pessoas que tiveram contato com alienígenas ou tem informações sobre suas atividades e o envolvimento deles conosco ao longo da história, o envolvimento nazista no governo americano e mundialmente na pós-guerra, o chamado "governo secreto" dos bastidores e os planos dele para nós, possíveis mudanças planetárias, 2012 e depois, a energia livre, uma cura para câncer e AIDS que realmente funciona e que a indústria farmacêutica quer suprimir - ou você se intriga com esta temática ou não. A lista de temas é muito, muito abrangente, mas evidentemente, há quem não aprecie.

Se você resolver se aventurar neste mundo alucinante, um bom lugar para começar é "The Big Picture" , um resumo da cosmovisão de Camelot: http://projectcamelot.org/lang/pt/the_big_picture.html. Você pode ler o original inglês aqui: http://projectcamelot.org/big_picture.html. Eu recomendaria ler o original primeiro em Lingro, a versão brasileira depois se for necessário, e o inglês uma segunda vez como revisão do conteúdo e vocabulário.

Dependendo do seu nível de inglês, você pode querer lançar mão da tradução para português ou não. Se você acha isso útil, veja a lista de traduções para português aqui: http://projectcamelotportal.com/translations.html.
Aí você pode ver e escutar o vídeo (ou baixar o aúdio), ler a transcrição inglesa com ou sem a tradução, e assistir mais algumas vezes. No começo, talvez seja mais fácil se limitar a trechos de cinco até dez minutos para se acostumar ao processo.

Uma boa entrevista entre as poucas traduzidas para português é com o historiador Richard Dolan, pesquisador rigoroso e autor de dois livros sobre a supressão de dados sobre UFOs por parte do governo americano. Você pode ler a tradução aqui:
http://projectcamelot.org/lang/pt/richard_dolan_pt.html. A transcrição original se encontra aqui:
http://projectcamelot.org/lang/en/richard_dolan_awake_and_aware_en.html.
Você encontra links para vídeo, aúdio e a transcrição aqui: http://projectcamelot.org/los_angeles_19-20_september_2009.html#Richard_Dolan.

Alguns favoritos meus são as duas entrevistas do Jim Humble, Bob Dean, Brian O´Leary e Wade Frazier, Peter Levenda, George Lo Buono, etc, etc. Cada visitante terá suas preferências, mas demora um pouco para se ambientar num site tão amplo e rico como este. Nem todos os vídeos tem transcrições, mas você pode olhar na página de transcrições (transcripts) para encontrar aqueles que tem e depois procurar as entrevistas originais em vídeo.

Boa viagem!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

OK! Duas letras bem versáteis

Além da Coca Cola, talvez a expressão norteamericana mais espalhada pelo mundo aí fora são as duas letras OK, foneticamente /ou KEY/. Aqui no Brasil já ouvi /oh KAH/, uma versão (des)naturalizada. Existem várias teorias sobre sua origem, mas a mais aceita remete-se à terceira década do século 19 e às redações dos jornais de Boston. A história completa você pode ler en Word myths: debunking linguistic urban legends por David Wilton no Google Books. Nos anos 1830, redatores de jornais brincavam de colocar abreviações erradas de expressões comuns nos seus textos: um exemplo era all right = oll wright (sem significado mas com a mesma pronúncia) e a abreviação que saiu era, claro, o.w. A abreviação OK similarmente vem de all correct = oll korrect = OK. Como explica Wilton, OK provavelmente teria desaparecido do mesmo jeito que o.w. não fossem as eleições presidenciais americanas de 1840. Aproveitando o embalo de OK, que já entrara em circulação geral, formou-se em Nova Iorque em 1840 o OK Club. Acontece que o candidado democrata para a presidência nesse ano era Martin van Buren, que nasceu no vilarejo de Kinderhook, estado de Nova Iorque. Daí o apelido dele, Old Kinderhook, O (Bom) Velho Kinderhook, que por sua vez virou OK. Os iniciais OK foram muito usados durante a campanha de van Buren em comícios, panfletos e convenções no país inteiro e consagraram a expressão dentro da fala americana, como relata o autor. E deu no que deu, OK por tudo quanto é lado e em tudo quanto é língua.

Em inglês, OK pode ser usado de vários jeitos. Usamos OK por si só como uma afirmação quando concordamos com alguma coisa ou em fazer alguma coisa. Por exemplo: Billy, clean your room. Billy, limpe seu quarto. E a resposta dele é OK, ou seja, tudo bem, eu faço.

Como pergunta, OK significa: Tem problema? Por exemplo: I'm going out for a few minutes. OK? Vou sair por alguns minutos. Tem problema? Como se trata de uma pergunta com resposta sim ou não, a voz sobe no final da frase.

Se você não tem nada contra uma proposta, você pode dizer That's OK with me, equivalente a That's fine with me. = Para mim, tudo bem, não tenho nada a opor. A: Let's eat out tomorrow. I'm tired today. B: That's OK with me. A: Vamos jantar fora amanhã. Estou cansada hoje. B: Para mim, tudo bem. Is that OK with you? Você aprova?

I'm OK = Estou bem, não estou machucado. He had an accident, but now he's OK. Ele teve um acidente mas agora está bem.

I'm OK with that = Eu posso aceitar isso. Bem parecido com That's OK with me.

That's OK = Não tem problema. A: The post office has just closed. We can´t mail the letters today. B: That's OK. We can mail them tomorrow. A: O correio acabou de fechar! B: Sem problema. Podemos mandá-las amanhã. Também podemos dizer It's OK/ not OK to ..... para mostrar o que é ou não é aceitável. Não faz mal levantar tarde no domingo. It's OK to get up late on Sunday.

OK também pode servir como um adjetivo, geralmente depois do verbo mas às vezes antes de um substantivo. OK como adjetivo significa nem muito bom nem muito ruim; regular. A: How was the movie? B: Oh, it was OK. A:Just OK? B: Yeah, it was nothing special. Como foi o filme? Regular. Só regular? Só, não foi nada demais. Mas quando a intonação sobe, mostra que alguma coisa não foi tão ruim como esperava. How was the class? Believe it or not, it was OK. Como foi a aula? Acredite ou não, não foi tão ruim assim. Mais raramente, podemos dizer It was an OK movie. She is an OK teacher. Foi um filme regular, ou foi melhor do que esperava. Ela é uma professora regular ou ela não é uma professora tão péssima assim.

OK é também um verbo, por incrível que possa aparecer. To OK something (e é também possível escrever OK como okay ou às vezes okeh) significa aprovar. Como OK só tem duas letras, é muito usada em manchetes de jornal: Prexy OKs Pact = Presidente aprova acordo.

É importante distinguir entre OK e That's right. OK mostra que alguém concorda. That's right ou simplesmente Right = Está certo. Do you live in Goiânia? That's OK não faz sentido aqui como resposta. A resposta tinha que ser That's right. OK não tem mais o significado original de "oll korrect."

Em inglês vivemos verbando substantivos e substantivando verbos, e OK não foge da regra. Uma OK á uma aprovação. We need the boss's OK on this proposal. Precisamos da aprovação do chefe para esta proposta.

OK?

domingo, 1 de agosto de 2010

Como vai você?

Existem muitas maneiras de começar uma conversa com alguém que você já conhece. A mais comum é: How are you? que seria equivalente a Como vai? Se é você que está iniciando a conversa, o êmfase fica em are: /haw 'ar yə/. Na resposta, o interlocutor emfatiza you: /haw ər 'yu/ Mas há bem mais opções, como por exemplo: How's it going? /hawzit 'go in/ What's up?, What's happening? /wəts hæpnən/ How are you doing? / haw yə 'duin/. A resposta da praxe é Fine, thanks: Bem, obrigado, mas variações existem para todos os estados de ânimo.

Do lado positivo:

Great! ou Doin' great! Wonderful! Maravilhoso! Couldn't be better: Não poderia ser melhor.

Um pouco menos extasiado: Can't complain = Não posso reclamar. Pretty good = Bastante bem. Not too bad = Não muito ruim. Fair to middlin' : Mais ou menos. All right, I guess. Bem, penso eu. OK, I guess. Bem, mas não tenho muita certeza disso. Com a intonação para cima no fim da frase, essas respostas podem ser bem mais alto astral.

Mal: Not too good - Not so good - Not so hot = não muito bem.

Bem mal: Terrible! Horrível. Don't ask! Nem pergunte.

Se você quiser alguma informação adicional, pode perguntar: Oh, really? ou Oh, yeah?

Para perguntar sobre o estado de quem te perguntou, a forma mais corriqueira é How about you? ou mais familiarmente, How about yourself? Manuais de inglês muitas vezes incluem a expressão And you? mas nunca ouvi ninguém fora do contexto de inglês como língua extrangeira perguntar assim.

Uma conversinha típica correria desta maneira:

A: How are you? How's it going?

B: Fine, thanks. How about you?

A: Oh, fair to middlin'.

Para variar um pouco, você pode perguntar sobre as novidades.

What's new? Quais são as novidades? What's happening? - What's up? O que está acontecendo? ou no sudoeste dos Estados Unidos, em tom de brincadeira: Que pasa?

As respostas mais ouvidas são Not too much, Not a whole lot, ou Nothing much: Não muito. Se você tiver alguma notícia, também pode dá-la como resposta e o locutor reagirá à altura:

A:What's happening?

B: Not a whole lot. What's new with you?

A: Not too much.

A:What's new?

B:I got a new job = Recebi um novo emprego.

A: That's great! = Que bom!

Se a notícia for ruim:

A: Hey, what's up?

B: I just got fired. (Acabei de ser demitido).

A: Oh, that's too bad - I'm sorry to hear that - What a shame! - Todos significam mais ou menos Que pena!

Muitas vezes os dois tipos de perguntas se misturam:

A: Hey, how are you doing?

B: Terrible?

A: Oh, yeah? What happened?

B: I lost my job.

A: Wow, I'm sorry to hear that.

É importante frisar que How are you doing? é bem diferente de How do you do?, uma fórmula usada somente na hora de alguém se apresentar para um desconhecido, do mesmo jeito que Nice to meet you: A:Jane, this is Henry. B: How do you do, Jane? C: Nice to meet you, Henry. How are you doing?, no entanto, é usado para comprimentar alguém que já conhecemos.

So how are you doing? Me mande um comentário!









sábado, 24 de julho de 2010

Speak Up não morreu!

Algum tempo atrás, eu escrevi uma espécie de necrologia pelo site http://www.speakup.com.br/, que aparentemente tinha said do ar, e deixei de pensar nisso. Hoje me lembrei de dar uma olhada nesse URL, e aí estava um site, um pouco mais simples do que em 2008, mas com alguns artigos interessantes, aúdio, e explicações. Evidentemente só tem acesso a vídeos e outros recursos premium os assinantes da revista, que sempre prestou relevantes serviços a quem se dedica ao estudo ou ensino do inglês no Brasil. Um ponto saliente deste site é a possibilidade de ouvir várias variedades de inglês. Realmente, quem se especializou no sotaque americano, por exemplo, precisa ampliar seus horizontes hoje em dia para o sotaque britânico e o som dos muitos "New Englishes" que estão proliferando em lugares como Singapura, Filipinas e Índia. Um extra bem interessante são os worksheets que acompanham os artigos que aparecem na revista. São prioritariamente para uso em sala de aula, mas tem exercícios que o leitor solitário também pode aproveitar.

Bem vindo de volta, speakup.com.br!

domingo, 11 de julho de 2010

Fora da Copa. Que decepção! What a disappointment!

Uma decepção é um disappointment. O presidente foi uma grande decepção para todos - The president was a great disappointment to everyone. Ela ficou muito decepcionada com o concerto. She was very disappointed in the concert. O filme decepcionou. The film was disappointing. Fiquei decepcionado. I was disappointed.

A palavra deception existe em inglês, mas significa engano ou enganação. Vem do verbo to deceive, enganar.
Esse político corrupto enganou os eleitores. That corrupt politician deceived the voters. Aquele comercial foi muito enganoso. That commercial was very deceptive. Eles só detectaram a enganação dele mais tarde. They only discovered his deception later.

Desta forma, o que aconteceu na África do Sul não foi uma deception, mas foi uma verdadeira disappointment.